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POSITIVIDADE

  • Foto do escritor: Portal de Publicações  DSA
    Portal de Publicações DSA
  • 31 de jul.
  • 2 min de leitura

Mulher de costas, com camisa xadrez, ergue os braços em campo de flores rosa ao pôr do sol, em clima de liberdade e positividade.

Falar em pensamento positivo já foi algo considerado místico. Contudo, não é disso que se trata. Com as novas descobertas da neurociência, foi revelado que somos dotados de neuroplasticidade, ou seja, a capacidade do cérebro e do sistema nervoso de se adaptar e modificar ao longo da vida.


Em termos práticos, isso significa que os neurônios conseguem reorganizar suas estruturas, funções e conexões (sinapses) em resposta a novas experiências, aprendizados ou até mesmo após lesões.


Esta é uma ótima notícia porque torna viável a mudança para melhor em vários níveis, inclusive, de comportamento e de padrões arraigados. Desse modo, é possível aprender a cultivar novos hábitos e até mesmo bons pensamentos. E por que isso é importante? Porque a saúde emocional e a positividade são

conceitos complementares na construção da resiliência e bem-estar.


Contudo, há uma crítica atual quanto a um tipo de “positividade tóxica” que tem a ver com mascarar as adversidades, invalidando a realidade em troca de uma gratidão artificial. Os momentos difíceis, bem como as frustrações, existem e são importantes para o desenvolvimento humano. Alimentar bons pensamentos não é negar a imperfeição da vida, mas sim construir um modo de viver que seja capaz de

administrar tudo isso com esperança.


Positividade construtiva x Positividade tóxica


  • Positividade construtiva: foca no desenvolvimento humano por meio de virtudes, resiliência, gratidão e otimismo, o que comprovadamente reduz o estresse e melhora a saúde cardiovascular e a expectativa de vida.

  • Positividade tóxica: acontece quando emoções desconfortáveis são reprimidas sob a obrigação de estar e parecer feliz o tempo todo. A supressão dessas emoções pode levar à ansiedade e depressão.


Pilares da saúde emocional


  • Autoconhecimento: entender como e por que certos gatilhos afetam suas reações e emoções.

  • Autorregulação: aceitar e processar as emoções sem julgamento.

  • Propósito: Focar em objetivos e atividades que tragam sentido à vida e reforcem o bem-estar.

  • Rede de apoio e altruísmo: Sentir-se parte de uma comunidade e cultivar a generosidade melhora a estabilidade mental.


Ágatha Lemos

Jornalista e Mestre em Ciência

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